sábado, 26 de julho de 2025

 


HOJE EU GOSTARIA DE FAZER UMA LEITURA...


Daquelas leituras que me levavam a viver uma vida onde os olhos marejavam, não de tristeza... mas, de emoção; me faziam sorrir baixinho me entretendo com o que lia... Aguçava a imaginação e entrava nos personagens... Fazia parte daquela história.

Que me levava a um mundo diferente do meu, um mundo encantado... que me transformava não em uma espectadora, mas em protagonista...

Aqueles livros da adolescência... Meu pé de laranja Lima, Fernão Capelo Gaivota, O pequeno príncipe... aqueles maravilhosos livros de Machado de Assis... As poesias de Olavo Bilac, Castro Alves e Cecília Meireles...

E de vez em quando, aquelas histórias para  jovens sonhadoras. Romances lindos das revistas Sabrina, Júlia etc... Que me faziam sonhar...  Os pensamentos voavam... 

Lembro-me dos textos comuns em quase todos as histórias:

“Acordava preguiçosamente, tomava um banho, colocava um perfume com aroma suave e refrescante, aquela rouva fresquinha, descia as escadas levemente... e iniciava o dia, naquela manhã ensolarada, com um belo café da manhã; cafezinho quentinho, ovos mexidos e uma fatia de bacon e olhando pela janela, via ao longe os esquilinhos saboreando uma castanha...” rsrsrsrs

Sim. Sempre havia naqueles romances a descrição de um belo café da manhã. Quem nunca entrou naquelas histórias e por um momento, saboreou junto aquele cafezinho?! Se esquecia da sua realidade momentânea... Perdia a noção de espaço e de tempo... Se aconchegava às delícias que eram contadas, com muita criatividade e imaginação.

Hoje quero fazer uma leitura... Mas aquela leitura branda, que não me deixa confusa, nem triste... que não me faz pensar nos problemas cotidianos; que não haja discussão de pontos de vista e ideias. Fazer aquela leitura que não me informa e me ensina... Hoje não quero aprender... Só quero viver. Por um momento só... Me sentir inteira.

Daqui a pouco passa esta vontade... 

A vida ainda é melhor que os sonhos!

sábado, 19 de julho de 2025

 


O CONTENTAMENTO, OS BONS OLHOS ALARGAM OS CAMINHOS...

Hoje lembrando de um tempo bem distante, coisas que vivi quando do meu primeiro emprego, na década de 1980...
Naquele tempo, quando estava com 18 anos, a gente precisava trabalhar para pagar os estudos, pois, o segundo grau era particular. Para se conseguir uma vaga na rede pública era um Deus nos acuda... Hoje, não é assim... a facilidade é grande, e só não estuda quem não quer...

Pois é, eu consegui um emprego dos sonhos naquela época. Meu primeiro emprego foi através de um concurso público municipal, para trabalhar no SAAE – Serviço de água e Esgoto; um lugar lindo, um jardim impecável, tinha um lindo pé de Flamboyant logo na entrada, com aquelas flores vermelhas lindas, como que dando as boas-vindas em todas as manhãs, isto enchia os meus olhos de gratidão...

Aos fundos tinha um gramado, onde no final do expediente, a gente jogava voleyball. Aquele verde do gramado contrastava com céu azul das manhãs ensolaradas... Era ali que ia todos os dias assim que chegava, para agradecer a Deus pela vida, e por estar trabalhando naquele lugar incrível; onde os colegas, não eram somente colegas de trabalho, mas éramos amigos, como uma grande família e nos amávamos muito...
Não raramente, nos fins de semana, preparávamos encontros para um almoço ou passar o dia em uma chácara, numa cachoeira, ou mesmo pegar um cineminha... E as festas de final de ano, na fábrica de manilhas, para todos os funcionários e família... Um churrascão o dia todo, com presentes para a criançada...

Sim! Eu era muito feliz... Via tudo com naturalidade e tudo lindo! Não via maldade em nada... tudo era perfeito.

Lembro-me de uma colega de sala fazer um comentário a meu respeito: De que eu via tudo cor de rosa... Que parecia que eu não tinha problema nenhum, e que eu estava sempre de bem com vida... Com tantos problemas no mundo e eu toda feliz!... Fiquei um pouco confusa naquela hora, não entendendo bem o que ela queria dizer...
Sim! Eu era feliz mesmo, se eu tinha problema, não os conhecia... Mas meu amigo, um dos melhores amigos que já tive em todo tempo, ele era chefe da contabilidade; me ensinou, com muita paciência, tudo sobre o meu trabalho... Eu não tinha experiência quase nenhuma... aprendi tudo com ele. Ele, notando o meu constrangimento, interferiu na conversa, e disse: Deixe-a! Ela tem bons olhos, não tem malícia... e se virou para mim e disse: Continue assim... é muito raro ter pessoas assim...

Sim, continuei por mais um tempinho daquela maneira.

Mas, o tempo passou, e, procurando conhecer mais da vida, ouvindo vozes diversas, me enchendo de mim mesma, me afastei da essência. Me afastei do belo. Já não contemplava a natureza como fazia. Não agradecia a Deus com tanta frequência; comecei achar meu serviço tedioso, já não queria ficar mais ali, comecei a procurar outro... Estava inquieta! Já não notava o Flamboyant, e aquelas lindas flores... Pensei que eu já sabia muito...

Assim, pensei que compreendi a vida, a mim mesma, as pessoas, as intenções e tudo mudou... A caminhada passou a ser mais longa, árdua e com mais obstáculos, às vezes, quase que intransponíveis.

Hoje concluo que o melhor mesmo é manter a simplicidade, a generosidade; sem a necessidade de saber muito sobre tudo. Olhar os detalhes da vida e ver a maior beleza ali... Manter a gratidão a Deus por tudo. Ver o belo além das aparências. Ver o melhor de cada pessoa.

Concluí que manter os bons olhos, é tudo! E que saber menos pode ser mais, e o contentamento revigora a alma!


sábado, 28 de junho de 2025

 COMO UMA ONDA DO MAR... TUDO MUDA O TEMPO TODO.



Como mudamos com o passar do tempo!... Sim, lentamente, quase imperceptível, mas mudamos.

Um dia você acorda e já é quase outra pessoa!

Lá se foi aquele querer estar sempre presente...

Lá se foi aquela vontade de que todos se lembrassem do seu aniversário, que viessem dar aquele abraço de parabéns...

E se não se lembrassem, tomaria a iniciativa de lembrá-los, sem nenhum constrangimento, mas, com alegria, celebrando o início de um novo ciclo...

Lá se foi a busca incansável pelos sonhos...

A vontade de ir para os Estados Unidos e por lá viver... Como quase todos os Valadarenses... Era um sonho de infância... Que foi realizado.

Lá se foram as labutas. O sorriso, a correria, as brincadeiras, os gritos e a alegria das crianças em casa... Os medos, as inseguranças... 

A risada farta; o cantar alto lavando as louças... O falar alto, quase que atropelando; queria se expressar rápido e sobre tudo!

A vontade de encontrar amigos... relebrar as histórias em comuns vividas...

Lembrar das brincadeiras e dos amores de outrora...  Achar graça com os “fora” que levamos, mas sorri com os “fora” que também demos... Na verdade, mais levamos do que demos rsrsrs É a vida!

Sim, tudo isto parece um passado distante ou perto, mas que passou!

Quero me acalmar os pensamentos... Caminhar com passos largos, mas serenos...

Encontrar casual ou intencionalmente aqueles que permaneceram...

Estar aberta a outros conhecimentos...

Não esperar muito de alguém... Todos estão a caminho... E a caminhada às vezes é árdua. Não cobrar nada de ninguém.

Não brigar com o tempo... Dormir preguiçosamente, sem preocupar com o amanhã...

Sorri para o vento, conversar com os pássaros que conquista, alimentando-os, para estar próximo a você.

Serenar a alma... Reclamar menos! Deixar acontecer... Tudo se ajeita, e está se ajeitando.

Se receber uma crítica, silenciar e continuar. Se receber um elogio... Aceitar com serenidade, sabendo que tanto um quanto o outro, a lugar nenhum vai te levar.

E o que importa mesmo, são as experiências vividas, é a fé que nunca deixou... É o acreditar em si, no outro, na vida e sobretudo em Deus e no amor! E seguir!...


sábado, 14 de junho de 2025

 


LEMBRANÇAS DA MINHA INFÂNCIA.

Hoje, sábado, olhando a plantação do meu marido aqui mesmo em nossa casa... Ele ama plantar e cuidar das plantas... Quase todos os dias está ele retirando os matinhos, adubando e à tardinha está aguando... Sabe o nome de todas... 

Eu admiro a jeito dele, a sensibilidade para essas coisas.

Indago: Que planta é esta? E esta? E ele vai respondendo com precisão. Acho lindo!... Tem muda de pé de tudo rsrsrs... Tâmara, graviola, Resedá branco, tamarindo, figo, laranja natal; e os pés já adultos são acerola, fruta do conde, goiaba branca, fora as ervas para uso na cozinha, os cheiros verdes e ervas para chás, aiaiai... E tudo isto cabe em um terreno minúsculo, o pequeno quintal da nossa casa... Precisamos providenciar um local apropriado para levar as mudas e replantá-las...

Hoje deparei com uma erva... que reconheci imediatamente, e me levou ao mundo da minha infância... Conhecia a erva como colchão de noiva, folhinhas miúdas, tenras, macias, verdinhas e muito lindinhas... Meu marido me disse hoje, que  se chama Brilhantina.

Por volta de dez a doze anos... meio entediada com a mesmice da vida de uma criança daquela época, eu ia para o fundo do quintal, perto de uma cisterna de água potável, aquela água que utilizávamos para tudo... e ali cultivava a mesma erva, dizendo para mim mesma que era o meu jardim. Era o meu cantinho, onde vivia a minha vida sem me preocupar com nada mais... Me sentia a dona daquele lugar e do meu jardim.

Passava horas, com meus pensamentos e sonhos, cuidando do meu jardinzinho... Ali me esquecia de todos os infortúnios que uma criança vive... Sempre falo que ser criança não é fácil; quase não é ouvida, às vezes precisa resolver seus problemas infantis sozinha; muitas vezes tem medo e insegurança e não sabe como se expressar para pedir ajuda...  ainda mais quando na casa as crianças são muitas (quase 10) para uma mãe só... rsrsrs.

Mas ali não! Ali no meu jardim eu não tinha problema, não tinha medo nem insegurança. Me sentia dona de mim, somente eu e meus pensamentos, a dona daquele lugar. Falava com as formiguinhas e as joaninhas que por lá apareciam. A imaginação era fértil. Vivia por um tempo em um mundo encantado. Conversava com os meus pensamentos. Era um momento mágico. 

Nunca me esqueci daquela plantinha... Sempre que vejo volto àquele tempo e àquele lugar, onde me esquecia de tudo, apenas vivia.

Algumas vezes sinto vontade de voltar ali, entrar nos meus sonhos e imaginação infantis, por um momento sentir-me inteira.

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sábado, 10 de maio de 2025

 MÃE...



Um dia alguém escreveu em uma postagem minha: O que não cabe no peito, vira texto.
Sim, é assim que me sinto hoje... Um dia antes da comemoração do dia das mães... Uma explosão de sentimentos dentro de mim... Preciso me expressar...
O coração de mãe somente Deus entende... Porque Ele é infinito e conhece o amor que Ele colocou dentro de nós...
Mãe sorri, chora, fica triste, tem raiva, desespera, se acalma, sente medo, tem alegrias, sente angústia, ora, o coração aperta e se alegra também... Sente saudades, muita saudade de tempos vividos com os nossos filhos...
Mãe! Não consigo compreender que amor é este!!! A gente não é feliz, se eles sofrem... A gente perde o sono, não tem apetite, se eles não estão bem... Mas sente tão feliz, tão feliz com conquistas

simples ou grandes deles... O primeiro passo, a primeira palavrinha dita, as descobertas... Os sonhos realizados.
A gente incomoda nossos filhos com excesso de cuidados... Já comeu? Já escovou os dentes? já orou? Como você está? Me liga pelo vídeo, porque quero te ver... Quero saber se está bem mesmo!... Aiaiaia!... somos mãe, é assim mesmo.
Somente o nosso Pai amoroso nos conhece e nos compreende.
Hoje quero agradecer e pedir a Deus que continue nos ajudando a trilhar esta jornada que é a vida... E que cuide de nossos filhos!
Registro aqui alguns momentos com meus filhos: Lucas, Carla e Bruno.
Amo vocês! Infinitamente Amo!...

 

Um presente no dia das mães...

Um presente da minha princesa para mim.


Olha o carinho dela... Me presenteou com uma Bíblia, a qual carrego 

comigo sempre, fazendo minhas leituras diárias.

Quantas palavras lindas ela expressou a mim naquele dia; há 11 anos atrás, um dia como este, dia das mães!

O meu maior presente aqui nesta terra é ter o privilégio de ser mãe dos meus queridos: Lucas, Carla e Bruno. Amo vocês com todo o meu coração! 

Obrigada Deus, pelos meus filhos!

sábado, 26 de abril de 2025

 Estava eu consultando na internet umas panelas para adquirir... Tantas panelas lindas, panelas elétricas que fazem tudo... Só faltam falar... rsrsrsrs

Uau! São tão práticas! E prá mim que voltei a cozinhar aiaiai, tudo de bom! (pegava marmita até um mês atrás). Preciso mesmo de umas panelas assim que cozinham para mim, que fazem tudo por mim... rsrs.

Pois é! Mas sabe o que me chamou a atenção em minha busca?!


Olha aí...

As panelas que adquiri. E tem mais algumas para chegar, todas mais ou menos neste estilo.

Amo essa chaleirinha, estilo vovó... Olha que coisa mais fofa!...

A panela de ferro, que coisa mais linda!

Inspiram força, simplicidade, beleza, pureza... Família, mãe, vó, carinho e tudo de bom.

Lembrei-me da minha mãe, lá em Virgolândia, minha terra natal, nos anos setenta... Sempre mantinha uma chaleirinha dessas no fogão a lenha, com aquela água quentinha, pronta para passar aquele cafezinho saboroso...

Senti até o cheiro do café e o aconchego da minha casa paterna... Dos pães quentinhos, o cheiro da manteiga se derretendo ao ser passado nos pães doces ao sair do forno... Das conversas das comadres. Dos cumprimentos amorosos e respeitosos... Lembro-me dos meus amigos da escola, dos trabalhos escolares que eram feitos em grupo em minha casa...

Da banda de música que era tocada na casa vizinha, em frente a minha casa... 

Agora peguei pesado! Uau!!! Chique demais! Era uma alegria só!

Aquelas panelas de ferro, eram só panelas... Hoje significa tudo o que falei acima... 

Vivência e vida! Tudo de bom!

Quero fazer muito chás e convidar amigos para saborear comigo, momentos agradáveis.