NUMA ENCRUZILHADA, PRECISAMOS DECIDIR.
Sabe aquela situação em que você está diante de uma encruzilhada — e nenhum dos caminhos parece simples?
Pois é.
Assim estava eu.
Pensava. Perguntava ao meu marido. Conversava com os filhos. Orava. Lia a Bíblia. Esperava um sinal.
Mas, no fundo, eu já tinha escolhido.
E a escolha que eu havia feito inicialmente era a mais confortável.
Aquela que não exigia processo.
Não exigia desgaste.
Não exigia atravessar inseguranças.
Eu queria permanecer na minha zona de conforto. Ali era seguro. Ali eu sabia como tudo funcionava. Ali não havia riscos.
Só que, ao mesmo tempo, eu queria ouvir claramente de alguém — de preferência de Deus — que aquela era a decisão certa.
Passei semanas angustiada. Com raiva. Triste. Inquieta. Chorei.
Todos, com uma serenidade quase irritante (risos), deixaram a decisão em minhas mãos.
Em certo momento pensei:
Ah, se eu fosse criança… A mãe decide e pronto. Criança não carrega esse peso.
Mas eu não era mais criança.
Clamei:
— Senhor, responde-me como respondias a Davi.
Davi perguntava, e Deus dizia “vá” ou “não vá”. Às vezes ainda entregava a estratégia inteira.
Eu só queria uma confirmação:
— Está certa essa escolha confortável, pode ficar tranquila.
Mas o céu permaneceu silencioso.
Nenhuma palavra específica na Bíblia.
Nenhum vídeo “coincidentemente” esclarecedor.
Nenhuma frase sublinhada saltando aos meus olhos.
Nada.
O prazo estava acabando.
Aiaiai.
Foi então que compreendi algo desconcertante:
Deus não estava em silêncio.
Ele estava esperando que eu crescesse.
Naquela noite fiz uma oração diferente:
— Senhor, amanhã eu vou decidir. Não sei qual a melhor escolha. Mas tem uma que não quero enfrentar. Mas vou escolher e o Senhor confirma com a Tua paz.
No dia seguinte, respirei fundo.
E escolhi exatamente o que eu estava evitando.
O caminho que exigia processo.
Mudança.
Desconforto.
Coragem.
E então…
Veio uma paz.
Não uma paz tímida.
Uma paz que transbordava.
Uma alegria serena, firme, inesperada.
Ali entendi: A escolha confortável não me faria crescer, me faria desistir de algo que já havia conquistado, por medo de enfrentar todo o processo. O Senhor já havia me dado. Eu estava olhando as circunstâncias, que não eram favoráveis aos meus olhos. O processo que eu temia era o instrumento do meu amadurecimento.
Deus não me empurrou.
Não gritou.
Não deu um “sim” ou um “não” audível.
Ele confiou em mim, na minha decisão. Creio que estava me guiando na escolha.
E, depois que decidi, Ele foi comigo em cada etapa do caminho difícil. No cansativo. No incerto. No novo. No inseguro. Ele me conduziu de maneira surpreendente... Me fez lembrar de outros eventos, nos quais deu livramento à minha família, quando atravessamos uma situação idêntica. Me dizendo: Lembra daquela vez? E o que Eu fiz?!... Pode ir. Faço o mesmo se necessário for. UAU!!! QUE DEUS GRANDIOSO!
Não me livrou do processo.
Mas me sustentou nele.
Descobri que Deus responde de quatro formas:
Sim.
Não.
Espera.
E… decida.
E quando decidimos com fé, Ele confirma com paz.
Que lindo isso.

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