segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Minha pequena... grande...

Linda, meiga, séria...
Cabelos castanhos... Loiros e, novamente castanhos...
Pequena, frágil, doce, corajosa, grande e forte.
Indefesa, firme, serena e confiante.
Qualidades e contrastes de um ser humano!...
Qualidades de alguém muito especial!...
Especial e presente que Deus me agraciou como filha.
Minha linda pequena... Grande Carla!

Lembranças...

Porque nossa memória guarda umas coisas e outras, não...
Amo escrever, mas percebo que muitas vezes escrevo algo do passado; e fico a pensar: Porque me recordo tanto de coisas que já se passaram, e que hoje já não modifica nada em minha vida!...
O que aprendemos é desprezar o que se passou e ir adiante. Pois não vai interferir nada em nossa vida hoje.
Mas analisando, percebi que a maioria das coisas que ficaram em nossa mente, foi algo que não conseguimos resolver na época, algo que marcou de forma negativa ou positiva, mas o desfecho não foi como deveria ser e nosso subconsciente fica ali esperando para resolvê-lo; É como se ele não houvesse completado o seu trabalho como deveria. E enquanto não colocamos para fora de forma satisfatória, ele não vai esquecer e conseqüentemente, ficamos ali paralisados no tempo. Ás vezes chorando e lamentando, com ranço de mágoa, ressentimentos, o que nos impede de caminhar...
E como resolver isto? Já se passou tanto tempo!... Não tenho como voltar para resolver!...
Mas nossa mente não tem limites de tempo, nem de espaço. Vamos onde quisermos...
Voltemos naquele lugar de nossa memória, detectemos o que nos machuca, perdoemos... Às vezes temos que perdoar a nós mesmos. Na época agimos daquela maneira, porque pensávamos daquela maneira... Pedimos ao Senhor Jesus, para nos ajudar, perdoar e nos dar a cura interior. Se formos sinceros no reconhecimento e no pedir, Ele que é amor e justiça, nos perdoará e nos curará. E aí meu camarada, já era. Podemos continuar daqui prá frente sem o peso do passado. Tudo pode ser diferente a partir de agora.
Podemos até escrever sobre algo do passado; episódios e lembranças que nos fizeram ser o que somos hoje, e que faz parte da nossa vida, sendo demonstrado como experiências vividas... E muitas vezes, lembranças tão boas, que não merecem ser esquecidas. Mas agora com a visão diferente... Não estaremos presos a elas. Seremos livres para o que consideramos conveniente.

O Vaga-lume

Desde criança, acho lindo o vaga-lume;
Um dia, creio que tinha dois para três aninhos,
No colo de minha tia Zezé e meu irmãozinho mais novo, um bebê,
No colo de minha mãe,
Atravessávamos, me recordo, um beco que vinha de uma rua
Passando para a outra, entre elas havia um córrego. Minha avó materna vivia na primeira e a avó paterna na segunda.
Estávamos ali, no escuro, os quatro.
As duas Irmãs (mãe e tia) conversavam e conversavam animadamente, e eu nada entendia...
Mas via ali dezenas, ou centenas, não sei. Talvez milhares de vaga-lumes, esta era a extensão na minha visão infantil;
Eu os confundia com as estrelas... Também, muitos grilos faziam um barulho estridente, “cantarolando” sua musiquinha, em sintonia orquestral.
Não sei por que hoje, escrevo sobre esse acontecimento... Após tantos anos!...
Sei que nunca me saiu aquela cena da memória...
Linda noite!...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

"´Nóis Trupica, mas não cai"

Hoje, 05 de dezembro 2011, nós Cruzeirenses acordamos de alma lavada,
bem lavada e enxaguada...
Passamos a útima semana toda, ouvindo piadas, gozações da torcida adversária, quando o Cruzeiro, um time de tradição, campeão por natureza, chegou ao final desta temporada na obrigação de ganhar o “clássico”, para não cair para a série B do campeonato nacional.
Fácil? Não a gente sabia que não... pensei: será que segunda feira, vou ter que engoli aquelas piadas todas, vendo o nosso time, aquele, que desde que me entendo por gente é meu time do coração, na série B?!.... Mas... para nossa surpresa e alegria, o Cruzeiro meteu seis gols no Atlético, jogando um futebol de garra, graça e leveza, no adversário principal, sendo o resultado mais elástico dos clássicos até hoje. O Cruzeiro, mesmo lutando para não cair para a segunda divisão, mostra que é um time valente e vencedor, pois foi uma vitória esmagadora, daquela que fica para a história.
E hoje vejo uma foto em um jornal de um animado torcedor com um cartaz e a frase: “Nóis trupica, mas não cai”... ri demais... “Eita nóis”!...
Parabéns ao time Campeão!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Brasilidade.

Abro os olhos lentamente,
Agradeço a Deus pelas primeiras horas do dia, e pelo sono perfeito;
Levanto-me, tomo um banho gostoso, água quentinha e aconchegante,
O café, aquele cheirinho indescritível, aquele sabor incomparável;
Apronto-me para mais um dia, o perfume, o sapato, o batom... mais um dia de trabalho;
Ando nas ruas ligeiramente;
Uma melodia me chega aos ouvidos, olho em busca... um rapaz numa construção civil, cantarolando... o outro assovia;
O cachorro passa na minha frente;
O motorista apressado buzina;
Um grita “oh o moto-taxi”;
Defronte a rodoviária: “quem quer ir para Teófilo Otoni, Ipatinga, BH”...
Nas esquinas e nas calçadas, as bancas com frutas diversificadas, agradam aos olhos e aguçam o apetite;
“E o nosso Cruzeiro, série B ou série A”?!..., e eu olho, querendo entrar na conversa alheia e responder: “claro série A”. Contenho-me... Apenas, sorrio...
È o nosso Brasil... Espontaneidade, nossa brasilidade.

Sonho!

Sonho quando durmo,
Mas não gosto...
Porque, se é bom ou ruim
Nada em minha vida muda...
Como dormi, acordei.

Sonho acordada,
Deste eu gosto;
Me dá vida, me dá prazer...
Tenho força para lutar e vencer...
Então, este sonho, quero sonhar até... morrer

domingo, 6 de novembro de 2011

Na sombra do Altíssimo...




Quando falamos em sombra,vem em nossa mente a imagem daquele sol escaldante, calor, suor, cansaço, respiração ofegante, sensação de desconforto e a gente ali debaixo desses infortúnios todos, e de repente deparamos com uma árvore frondosa naquele lugar e sob ela uma sombra deliciosa. Aproximamos, sentamos e recostamos em seu tronco forte e aconchegante; fechamos os olhos e ligeiramente nos entregamos àquele momento de paz e de sossego. O desconforto vai embora dando lugar a um bem estar incomum. Sentimos-nos acolhidos.

É assim mesmo que sentimos diante das adversidades da vida, é como se tivéssemos sob o sol forte, cansados, tristes, ofegantes, desanimados e às vezes nos encontramos num “beco sem saída”...

Temos duas opções: Permanecemos no mesmo lugar, estagnados e continuamos com o peso do sofrimento ou olhamos para o nosso Criador e buscamos o Seu esconderijo e a Sua Sombra...

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente, diz ao Senhor: meu refúgio, meu baluarte, Deus meu em quem confio, pois Ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. Cobrir-te-á com suas penas, e, sob suas asas estarás seguro, a sua verdade é pavês e escudo.
Não te assustarás do terror noturno, nem da seta que voa de dia, nem da peste que se propaga nas trevas, nem da mortandade que assola ao meio dia...”.

Transcrevi  uma parte dos Salmos 91,  porém este Salmo inteiro nos diz de uma segurança e conforto singulares, incomparáveis, que nada nem ninguém pode nos dar, somente os teremos se habitarmos no esconderijo do Altíssimo, na Sombra do Onipotente...