Saudades... Tempo de chorar.
Mas sei: O levantar é todo dia!
A VIDA estava NELE e a VIDA era a Luz dos homens; A Luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevalecem contra Ela. João 1,4-5.
Saudades... Tempo de chorar.
Mas sei: O levantar é todo dia!
POSTAGEM FEITA NO FACEBOOK, NO DIA 20/08/2024. Postando aqui para ficar registrado.
Aparecida, Você vai passar os 65 anos "em branco"? Vai fazer nada não?!!!
QUANDO TODOS OLHAM PARA A TERRA...
Não me lembro bem, mas creio que eu estava na oitava
série, do primeiro grau, era assim a nomenclatura no início dos anos 80, hoje
depois de consulta na internet, descobri que é o 9º ano do ensino fundamental.
Então, me assentava nas primeiras cadeiras da sala de aula, e como toda adolescente, tinha o meu grupinho de amigas, mais ou menos umas quatro meninas e uns quatro meninos.
Conversávamos, brincávamos... Nos
finais de semana costumávamos encontrar com aqueles mais chegados, para um cineminha ou em nossas
respectivas casas.
Por incrível que pareça, acreditam que eu não
percebia nos outras colegas? Como era possível isto? Éramos mais ou menos 40
alunos. Passavam totalmente despercebidos. Talvez se encontrasse na rua, mal, mal
dava uma olhada... Uau!
Éh! às vezes julgamos os comportamentos, e não percebemos como nos comportávamos no passado...
Ah! Mas já passou. Com a vivência e maturidade
aprendemos muito e mudamos nossos comportamentos. Ainda bem, que temos a
oportunidade de sempre melhorar.
Mas aqui me lembro de um fato interessante.
Do nada uma menina, que até aquele momento não conhecia,
mal sabia o nome apesar de ser minha colega nessa classe.
Se aproximou de mim e entregou-me um cartão
lindo. Daqueles cartões típicos dos anos 80... cheios de carinho. E no cartão
estava escrito “QUANDO TODOS OLHAM PARA A TERRA, QUE EU SAIBA OLHAR PARA O CÉU”.
E ela escreveu: De sua amiga F...
Olhei para o cartão, olhei para ela...
Levantei-me e lhe dei um abraço apertado, com um profundo sentimento de amor.
Nunca mais esqueci daquela menina.
Uns vinte anos depois a encontrei. Eu no meu
trabalho. Ela veio trazer alguns documentos... Conversamos muito, com muita
alegria. Ela me disse que estava trabalhando em uma contabilidade, mas que
estava montando uma loja de festas infantis.
Para vocês verem como é importante um gesto de
carinho...
Vamos aproveitar esse momento propício, neste
final de ano e renovarmos os nossos laços e fazer novos, que no momento
não conhecemos, mas, que pode se transformar em uma linda história.
Aquela menina com um gesto tão simples me fez compreender a essência do amor... Me abriu os olhos para uma nova amizade.
Onde você estiver minha amiga F., que Deus
esteja contigo! E que Ele te faça imensamente feliz!
Amei aquele seu gesto... Guardo o cartão até
hoje, dentro dos meus guardados e dentro do meu coração.
OLHAR PARA O CÉU NOS AJUDA A LEVANTAR EM QUALQUER SITUAÇÃO.
ENTÃO, QUE SAIBAMOS OLHAR PARA O CÉU!
Vem no pensamento
questionamentos que gritam…
A vida é
esta maravilha toda? ela só dá certo, tem problema não?!....
Somente eu que vivo os altos e baixos dela? Numa
luta constante… Num corre, corre... trabalho, estudo, ansiedades, boletos a
pagar, cabelos por pintar, unhas a serem feitas, luta, luta e luta… Conquistas, alegrias, viagens, sonhos que se realizaram e outros a serem realizados... coragem para continuar sempre...
Uma verdadeira roda gigante, às vezes no alto, às vezes no baixo, às vezes subindo, às vezes descendo... Não é esta a realidade de todos?... Penso que sim.
Cada cabeça um filme… Todos temos a nossa coragem, as nossas inseguranças, nossos medos, nossas vitórias, nossos fracassos, nossos erros e acertos.Temos esta consciência,
nos conhecemos e sabemos que essa mescla nos individualiza, nos torna quem somos.
Não há felicidade completa, feita, pronta… Ao buscá-la, muitas vezes a encontramos nos detalhes, no simples, no dia-a-dia, na doação, na gratidão, no trabalho, na paciência, na persistência, nas realizações, na família, na fé, na beleza do mar, das flores, no pôr do sol... O resumo de tudo isto é: em Deus e em suas
grandiosas obras...Retemos o melhor, e nos mostramos como somos e como queremos ser…
A realidade
nos desperta todos os dias, para que não nos acomodemos!...
E as redes
sociais? Ah as redes sociais são feitas de momentos, de alguns flashs da vida.
A
caminhada, porém, é longa, trabalhada, esculpida, e que nos ensina, faz crescer e valorizar cada momento.
E a nossa
essência?... Somente
para os essenciais a nós.
A meia
arrastão... O meu sonho infantil.
E eu
criança mais ou menos doze anos, só espiando... A meia me chamava a atenção.
Quase não via o rosto daquela linda professora... Ah! Mas a meia, sim. A meia
deslizava como se fosse numa passarela.
Achava tão lindo,
mas tão lindo e suspirava pensando: Um dia vou usar uma meia dessas rsrsrs
O tempo se
passou e nunca encontrei uma oportunidade para usar uma meia daquelas. Sei lá,
não conseguia encontrar um momento especial... Penso que eu achava tão
maravilhoso, que não conseguia encontrar um momento a altura... Sério isto? Como
nosso cérebro nos limita, se deixarmos!!! Pois é, nunca encontrei a ocasião rsrsrs
Na verdade,
não sabia como, nem onde usar aquela meia e me esqueci.
Os lugares
que ia eram simples, os meus amigos simples também.
No máximo usava
uma meia fina cor da pele nos dias mais frios... Que acho lindo e elegante também. Gosto muito.
Mas uma meia arrastão! Achava muito chamativo..
Mais tarde
ganhei uma de presente de uma amiga, pois havia contado para ela o meu sonho
infantil rsrsrs
Pensei,
agora nessa idade, penso que não dá... Não tenho coragem de usar uma meia desta.
Corri para casa, calcei ligeiramente a meia, olhei no espelho, coloquei um
salto... mas não achei tão bonita como nas pernas daquela professora... Suspirei
profundamente meio decepcionada...
Tirei a
meia devagar, dobrei com cuidado, coloquei dentro da embalagem e dei de presente
para uma amiga jovem, linda, vibrante. Ela olhou aquele presente, com aqueles
olhos enormes azuis e disse: Estava precisando de uma dessas para ir para a
exposição. E foi.
E eu cá
fiquei com o meu sonho infantil desfeito!... rsrsrs
QUERER É PODER, QUANDO...
Pode, porque quando se quer de verdade, caminha
buscando o alvo.
E se sentir medo, continua mesmo com o medo.
Se sentir inseguro, vai com a insegurança assim mesmo...
Não para.
Confia, se lança. Fica surdo às vozes contrárias,
Não dá a mínima para as circunstâncias, apenas segue
em frente...
Se cair, levanta-se e vai... se machucou, vai
devagarinho...
Não olha para os lados, nem para trás...
Não para no meio do caminho, somente se for para ajudar...
Não perde tempo com notícias de calamidades, com
fofocas, com conversas que não acrescentam em nada...
Não espera elogios, eles não virão. E se vierem, não
mudam nada na vida, apenas inflam o ego. Aceita-os com naturalidade.
Confia em Deus, somente Ele indica o caminho certo.
Caminha com humildade até chegar no objetivo.
E quando chegar, continua.
Não esquece de onde saiu.
Não esquece de quem com ele andou,
De quem segurou as suas mãos e o ajudou a se levantar
quando precisou...
Não guarda mágoas de quem o diminuiu, pois ele estava
ali,
para o ensinar e o fortalecer na caminhada.
Estende suas mãos a ele se delas precisar.
Tem gratidão por tudo!
Não sei se é porque sou filha de um padeiro excelente e ex- prorietário de padaria...
Convivi desde a infância nesse meio entre o local de fabricação e o local de
vendas dos produtos.
Ajudava na padaria. Não só eu, mas toda a família,
todos os filhos eram envolvidos nas atividades, motivo pelo qual me chama muito
a atenção até hoje, tudo que envolve essas massas maravilhosas.
Aqueles pãezinhos saindo quentinho sobre aquela mesa
enorme... e muitas vezes eu pegava o pincel passava na manteiga e suavemente deslizava sobre eles, o cheirinho exalava em todo o local... aspirava aquele
cheirinho saboroso e pensava: Será que um dia terei saudade de tudo isto?!...
Claro que aquele não era meu trabalho, mas estava ali
sempre presente, ajudando em alguma coisa; a passar a massa no cilindro,
ajudava a rodar o cilindro manualmente o que exigia muita força, afinal eu era apenas uma criança de mais ou menos nove anos. Ajudava quando era aquela massa mais levinha, claro. Mesmo
assim ganhei um pequeno calo na mão... nunca sumiu, o qual hoje, exibo com orgulho, para meu marido e falo sempre: Olha aqui a mão de uma trabalhadora de verdade... desde
criança... Ele é obrigado a concordar, pois o calo não me deixa mentir rsrsrs
Muitas vezes nos levantávamos cedinho para ajudar o
pai ou ao ajudante dele a colocar os pães para assar... sim tinha de ajudar, tudo
tem uma técnica e era uma época em que tudo era feito manualmente e artesanalmente. Ma era uma padaria muito boa na cidade de Virgolândia na década de 70.
E a convivência com a atividade foi intensa... Até que a família se mudou de cidade... Mas aquilo estava no sangue do meu pai. Continuou com os serviços e aumentou o nosso trabalho.
Ali ele não tinha
ajudante. Os filhos mais velhos seguiram seus caminhos... e nós, os mais novos,
é que tínhamos de ajudar nosso pai. Ele se levantava de madrugada, fazia tudo sozinho,
na hora de assar, minha irmã e eu nos revezávamos para ajudar nosso pai a levar
as massas ao forno.
Levávamos os pães para o comércio, o local era minúsculo,
porém o movimento intenso dos moradores próximos, para levar o seu pãozinho
quentinho para o café da manhã. Tantas pessoas e histórias conheci ali em Governador Valadares.
Meu pai tinha uma criatividade incrível... além das
massas normais, pão doce, pão de sal, pão sovado, confeccionava também o pão tatu, o pão em
formato de jacaré, cobra, pães trançados com cada trança linda!... pão de côco,
marta-rocha, sonhos, bolachas, tarecos, pudim de pão, pudim normal... Meu pai é um artista!
O mais lindo é que o meu pai é que fazia o forno...
Onde meu pai passou ele construiu um
forno... E ali iniciava sua jornada na fabricação de pães.
Início dos anos 70, eu era uma criança, até minha idade de 19
anos, época em que passei em um concurso público e deixei de conviver com essa linda
e cansativa atividade...
Tudo tem o seu tempo e um aprendizado.