terça-feira, 26 de novembro de 2024

Saudades... Tempo de chorar.


Tem dia que precisamos aliviar a dor da alma, colocar para fora o que nos machuca...
A saudade que bate forte! Os pensamentos que vagueiam em busca de algo que não encontra...
Aliviar neste momento é rever quem amamos, mesmo que seja na

memória e nas fotos...
Deus tem nos ajudado muito... Muito mesmo, se assim não fosse, não estaria aqui lutando todos os dias para estar de pé. Sorrindo, participando...
Caminhando como se tudo estivesse dentro da normalidade,
quando a realidade grita e chora...
Um ano e quatro meses de muita fé, luta, saudades, desafios e muitas lágrimas... Sem minha amada filha!

Mas sei: O levantar é todo dia! 

sábado, 31 de agosto de 2024

POSTAGEM FEITA NO FACEBOOK, NO DIA 20/08/2024. Postando aqui para ficar registrado. 


Aparecida, Você vai passar os 65 anos "em branco"? Vai fazer nada não?!!!

Não! Não vou fazer nada.
Mas vou descrever um pouquinho sobre o significado desses 65 anos... Uau!

Quando estava para completar 60 anos em 2019, pensava que era muita idade para mim rsrsrs. Cheguei a falar que é uma idade para as nossas mães, não para nós. Me sentia vibrante, jovial, alegre... Fiz até uma reunião bem agradável com a família e os amigos do grupo jovem, amigos desde os anos 80, com bolo, um jantarzinho saboroso e muitos abraços, conversas e gargalhadas, ao som das músicas daqueles anos.
Sessenta e cinco anos, então, seria idade para nossas avós rsrsrs, não para nós meninas ainda cheia de vida, com lutas é verdade, mas muita coragem para continuar, apesar das guerras e dificuldades que enfrentamos.
Confesso, que acordei hoje pela manhã, meio que sentindo o peso da idade... Ai meu Deus, como assim?! Sessenta e cinco anos!! Euzinha aqui?!!
Sempre pensei que tenho uns cinco anos a menos. Sempre acho que os números são muitos para mim. É como sinto... Vou fazer o quê? rsrsrs
Iniciei minha rotina, fazendo o meu devocional, o meu tempo com o nosso Criador e Pai... E no estudo do 20º dia, fala sobre a “Vitória na provação”... Lendo e meditando, entrei dentro daquela reflexão.
Sim, que bom que não somos aprovados pelos bens que possuímos, nem pelo estudos e diplomas, tampouco pelos sucessos pessoais... Se assim fora... aiaiai!
E que de nada dependemos para sermos aprovados nesta vida... A não ser de nossas DECISÕES... E Decisão de nos submetermos ao senhorio do nosso Pai Eterno.
Aí somos livres de verdade, felizes e temos paz; porque não dependemos das circunstâncias... É o que me atentei hoje.
Me senti tão livre e tão feliz!
Obrigada, meus Deus, por esta visão neste dia tão especial para mim.

Levantei, sorri para mim mesma; levantei as mãos para alto como faço de vez em quando, e disse audível: Que venha meus sessenta e cinco anos... Uau! Consegui chegar até aqui! E sigo.
Assim comemoro este dia tão lindo! Agradecendo a Deus por tudo!

Também por todos os meus sonhos da infância e da juventude que foram realizados...
Sério? Sim, sério! Deus realizou cada sonho meu, em detalhes... Amo!
Gratidão! E ainda estou caminhando... Tenho mais alvos.
E tem uma coisa, meus amigos... Não sei comemorar nada sem a minha família... Não existe Aparecida sem a família - filhos e marido...


Por isto as fotinhas aqui são dos maiores e melhores presentes que Deus me deu aqui nesta terra, pelo que agradeço!
Agradeço, também o carinho de todos os amigos!
Deus abençoe todos!
Todas as reações:
Cinthya da Pascoa, Carol Dornelas e outras 33 pessoas

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

 

    QUANDO TODOS OLHAM PARA A TERRA...


Não me lembro bem, mas creio que eu estava na oitava série, do primeiro grau, era assim a nomenclatura no início dos anos 80, hoje depois de consulta na internet, descobri que é o 9º ano do ensino fundamental.

Então, me assentava nas primeiras cadeiras da sala de aula, e como toda adolescente, tinha o meu grupinho de amigas, mais ou menos umas quatro meninas e uns quatro meninos. 

Conversávamos, brincávamos... Nos finais de semana costumávamos encontrar com aqueles mais chegados, para um cineminha ou em nossas respectivas casas.

Por incrível que pareça, acreditam que eu não percebia nos outras colegas? Como era possível isto? Éramos mais ou menos 40 alunos. Passavam totalmente despercebidos. Talvez se encontrasse na rua, mal, mal dava uma olhada... Uau!

Éh! às vezes julgamos os comportamentos,  e não percebemos como nos comportávamos no passado...

Ah! Mas já passou. Com a vivência e maturidade aprendemos muito e mudamos nossos comportamentos. Ainda bem, que temos a oportunidade de sempre melhorar.

Mas aqui me lembro de um fato interessante.

Do nada uma menina, que até aquele momento não conhecia, mal sabia o nome apesar de ser minha colega nessa classe.

Se aproximou de mim e entregou-me um cartão lindo. Daqueles cartões típicos dos anos 80... cheios de carinho. E no cartão estava escrito “QUANDO TODOS OLHAM PARA A TERRA, QUE EU SAIBA OLHAR PARA O CÉU”.

E ela escreveu: De sua amiga F...

Olhei para o cartão, olhei para ela... Levantei-me e lhe dei um abraço apertado, com um profundo sentimento de amor.

Nunca mais esqueci daquela menina.

Uns vinte anos depois a encontrei. Eu no meu trabalho. Ela veio trazer alguns documentos... Conversamos muito, com muita alegria. Ela me disse que estava trabalhando em uma contabilidade, mas que estava montando uma loja de festas infantis.

Para vocês verem como é importante um gesto de carinho...

Vamos aproveitar esse momento propício, neste final de ano e renovarmos os nossos laços e fazer novos, que no momento não conhecemos, mas, que pode se transformar em uma linda história.

Aquela menina com um gesto tão simples me fez compreender a essência do amor... Me abriu os olhos para uma nova amizade.

Onde você estiver minha amiga F., que Deus esteja contigo! E que Ele te faça imensamente feliz!

Amei aquele seu gesto... Guardo o cartão até hoje, dentro dos meus guardados e dentro do meu coração.

OLHAR PARA O CÉU NOS AJUDA A LEVANTAR EM QUALQUER SITUAÇÃO.

ENTÃO, QUE SAIBAMOS OLHAR PARA O CÉU!

 

domingo, 30 de outubro de 2022

AH, AS REDES SOCIAIS!... E OS FLASHS DA VIDA.                                                        

Histórias boas e extraordinárias nas redes sociais...  fotos em lugares exuberantes, sorrisos largos, passeios, casamento feliz, declarações de carinho e de amor, conquistas...

Vem no pensamento questionamentos que gritam…

A vida é esta maravilha toda? ela só dá certo, tem problema não?!....

 Somente eu que vivo os altos e baixos dela? Numa luta constante… Num corre, corre... trabalho, estudo, ansiedades, boletos a pagar, cabelos por pintar, unhas a serem feitas, luta, luta e luta… Conquistas,  alegrias, viagens, sonhos que se realizaram e outros a serem realizados... coragem para continuar sempre... 

Uma verdadeira roda gigante, às vezes no alto, às vezes no baixo, às vezes subindo, às vezes descendo... Não é esta a realidade de todos?... Penso que sim.

Cada cabeça um filme… Todos temos a nossa coragem, as nossas inseguranças, nossos medos, nossas vitórias, nossos fracassos, nossos erros e acertos.

Temos esta consciência, nos conhecemos e sabemos que essa mescla nos individualiza, nos torna quem somos.

Não há felicidade completa, feita, pronta…  Ao buscá-la, muitas vezes a encontramos nos detalhes, no simples, no dia-a-dia, na doação, na gratidão, no trabalho, na paciência, na persistência, nas realizações, na família, na fé, na beleza do mar, das flores, no pôr do sol... O resumo de tudo isto é: em Deus e em suas

grandiosas  obras...

Retemos o melhor, e nos mostramos como somos e como queremos ser…

A realidade nos desperta todos os dias, para que não nos acomodemos!...

E as redes sociais? Ah as redes sociais são feitas de momentos, de alguns flashs da vida.

A caminhada, porém, é longa, trabalhada, esculpida, e que nos ensina, faz crescer e valorizar cada momento.

E a nossa essência?... Somente para os essenciais a nós.

 

 

sábado, 22 de outubro de 2022

 

A meia arrastão... O meu sonho infantil.


Aquelas pernas longas, torneadas, com aquela meia arrastão, aquele salto... andando para lá e para cá.

E eu criança mais ou menos doze anos, só espiando... A meia me chamava a atenção. Quase não via o rosto daquela linda professora... Ah! Mas a meia, sim. A meia deslizava como se fosse numa passarela.

Achava tão lindo, mas tão lindo e suspirava pensando: Um dia vou usar uma meia dessas rsrsrs

O tempo se passou e nunca encontrei uma oportunidade para usar uma meia daquelas. Sei lá, não conseguia encontrar um momento especial... Penso que eu achava tão maravilhoso, que não conseguia encontrar um momento a altura... Sério isto? Como nosso cérebro nos limita, se deixarmos!!! Pois  é, nunca encontrei a ocasião rsrsrs

Na verdade, não sabia como, nem onde usar aquela meia e me esqueci.

Os lugares que ia eram simples, os meus amigos simples também.

No máximo usava uma meia fina cor da pele nos dias mais frios...  Que acho lindo e elegante também. Gosto muito. Mas uma meia arrastão! Achava muito chamativo..

Mais tarde ganhei uma de presente de uma amiga, pois havia contado para ela o meu sonho infantil rsrsrs

Pensei, agora nessa idade, penso que não dá... Não tenho coragem de usar uma meia desta. Corri para casa, calcei ligeiramente a meia, olhei no espelho, coloquei um salto... mas não achei tão bonita como nas pernas daquela professora... Suspirei profundamente meio decepcionada...

Tirei a meia devagar, dobrei com cuidado, coloquei dentro da embalagem e dei de presente para uma amiga jovem, linda, vibrante. Ela olhou aquele presente, com aqueles olhos enormes azuis e disse: Estava precisando de uma dessas para ir para a exposição. E foi.

E eu cá fiquei com o meu sonho infantil desfeito!... rsrsrs

 

domingo, 10 de julho de 2022

 QUERER É PODER, QUANDO...



Querer é poder. Sim é isto mesmo. Se você quer, você pode.

Pode, porque quando se quer de verdade, caminha buscando o alvo.

E se sentir medo, continua mesmo com o medo.

Se sentir inseguro, vai com a insegurança assim mesmo... Não para.

Confia, se lança. Fica surdo às vozes contrárias,

Não dá a mínima para as circunstâncias, apenas segue em frente...

Se cair, levanta-se e vai... se machucou, vai devagarinho...

Não olha para os lados, nem para trás...

Não para no meio do caminho, somente se for para ajudar...

Não perde tempo com notícias de calamidades, com fofocas, com conversas que não acrescentam em nada...

Não espera elogios, eles não virão. E se vierem, não mudam nada na vida, apenas inflam o ego. Aceita-os com naturalidade.

Confia em Deus, somente Ele indica o caminho certo.

Caminha com humildade até chegar no objetivo.

E quando chegar, continua.

Não esquece de onde saiu.

Não esquece de quem com ele andou,

De quem segurou as suas mãos e o ajudou a se levantar quando precisou...

Não guarda mágoas de quem o diminuiu, pois ele estava ali,

para o ensinar e o fortalecer na caminhada.

Estende suas mãos a ele se delas precisar.

Tem gratidão por tudo!

 

 

sábado, 23 de abril de 2022

 


Um lembrança saborosa...

Não sei se é porque sou filha de um padeiro excelente e ex- prorietário de padaria... 

Convivi desde a infância nesse meio entre o local de fabricação e o local de vendas dos produtos.

Ajudava na padaria. Não só eu, mas toda a família, todos os filhos eram envolvidos nas atividades, motivo pelo qual me chama muito a atenção até hoje, tudo que envolve essas massas maravilhosas.

Aqueles pãezinhos saindo quentinho sobre aquela mesa enorme... e muitas vezes eu pegava o pincel passava na manteiga e suavemente deslizava sobre eles, o cheirinho exalava em todo o local... aspirava aquele cheirinho saboroso e pensava: Será que um dia terei saudade de tudo isto?!...

Claro que aquele não era meu trabalho, mas estava ali sempre presente, ajudando em alguma coisa; a passar a massa no cilindro, ajudava a rodar o cilindro manualmente o que exigia muita força, afinal eu era apenas uma criança de mais ou menos nove anos. Ajudava quando era aquela massa mais levinha, claro. Mesmo assim ganhei um pequeno calo na mão... nunca sumiu, o qual hoje, exibo com orgulho, para meu marido e falo sempre: Olha aqui a mão de uma trabalhadora de verdade... desde criança... Ele é obrigado a concordar, pois o calo não me deixa mentir rsrsrs

Muitas vezes nos levantávamos cedinho para ajudar o pai ou ao ajudante dele a colocar os pães para assar... sim tinha de ajudar, tudo tem uma técnica e era uma época em que tudo era feito manualmente e artesanalmente. Ma era uma padaria muito boa na cidade de Virgolândia na década de 70.

E a convivência com a atividade foi intensa... Até que a família se mudou de cidade... Mas aquilo estava no sangue do meu pai. Continuou com os serviços e aumentou o nosso trabalho.

 Ali ele não tinha ajudante. Os filhos mais velhos seguiram seus caminhos... e nós, os mais novos, é que tínhamos de ajudar nosso pai. Ele se levantava de madrugada, fazia tudo sozinho, na hora de assar, minha irmã e eu nos revezávamos para ajudar nosso pai a levar as massas ao forno.

Levávamos os pães para o comércio, o local era minúsculo, porém o movimento intenso dos moradores próximos, para levar o seu pãozinho quentinho para o café da manhã. Tantas pessoas e histórias conheci ali em Governador Valadares.

Meu pai tinha uma criatividade incrível...  além das massas normais, pão doce, pão de sal, pão sovado, confeccionava também o pão tatu, o pão em formato de jacaré, cobra, pães trançados com cada trança linda!... pão de côco, marta-rocha, sonhos, bolachas, tarecos, pudim de pão, pudim normal... Meu pai é um artista!

 O mais lindo é que o meu pai é que fazia o forno... 

Onde meu pai passou ele construiu um forno... E ali iniciava sua jornada na fabricação de pães.


Início dos anos 70, eu era uma criança, até minha idade de 19 anos, época em que passei em um concurso público e deixei de conviver com essa linda e cansativa atividade...

Tudo tem o seu tempo e um aprendizado.