domingo, 11 de março de 2012

Acontecimento Extraordinário

Em 2008, mudamos para uma cidade da Flórida, Orlando, nos Estados Unidos.
Minha filha reiniciou seus estudos. No primeiro momento fomos informados que ela não teria direito ao transporte público escolar, por nossa residência estar "perto" da escola, (menos de uma milha de distância, não teria direito ao transporte público. Uma milha é mais de um quilômetro...

E nós, novos residentes, não havíamos adquirido ainda, o nosso veículo próprio. Morávamos a mais ou menos um quilômetro e meio da escola.

Minha filha precisava caminhar mais de uma hora, sob o sol de Orlando, e ela estava com dezesseis anos.
Quem conhece Orlando sabe que é insuportável o calor. É muito quente. No dia seguinte, no horário dela sair da escola, mais precisamente às 15 horas, vi que o sol estava de machucar. Fiquei muito aflita e angustiada, preocupei-me muito com ela. E naquela angústia, lembrei-me de uma passagem Bíblica que diz que Deus cuidava do povo de Israel quando do êxodo do Egito.

De dia Ele os cobria com uma nuvem, indicando-lhes o caminho, que também, os protegia do sol, pois caminhavam no deserto. E a noite Ele os iluminava com uma coluna de fogo... Pedi a Deus para que fizesse o mesmo com minha filha. Esqueci-me do pedido.
A angústia e aflição dissiparam...

Quando minha filha retornou, dirigi-me ao seu encontro perguntei se foi tudo bem e como estava o sol... Ela me respondeu que foi tudo bem, durante toda a caminhada, havia uma nuvem que encobria o sol, e ela sentia uma brisa fresquinha e deliciosa, que passou a observar o oscilar da folhagem no caminho, completando que pensou que a nuvem a estava acompanhado e que não se cansou nem um pouquinho...

Uaw!!!! Que lindo!

 Com os olhos cheios de lágrimas, lembrei-me do meu pedido. Chorei de alegria e agradeci ao meu Senhor e Pai maravilhoso, pelo cuidado com os nossos e seus filhos...

No outro dia fui com ela na escola, conversamos com o responsável e ela conseguiu também o direito ao transporte escolar...
Obrigado Jesus!

Mulher

Mulher! Não importa a cor, a raça, status social... Mulher é mulher! Esse ser misterioso... Inconstante, Linda, carinhosa, Emoções à flor da pele... Cheirosa, Centrada, amorosa... Sensível à dor alheia... Amiga, bondosa... Respeitada. O dom maternal... É só dela. Quando usa a inteligência, A fé, a humildade e o amor, a força redobra. Torna-se capaz de mudar o mundo! Pois Deus, o criador, a ela honrou conferindo O direito e o dever de gerir seu lar, Na construção da base de tudo, a família... Mulher, este ser inigualável!...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Aos 50 anos...

Saí da manicure e, andando em uma praça, olhei para minhas mãos, me assustei com a cor do esmalte que havia usado. Um tom rosa forte, aquele tipo CHEGUEI!...

Em outra época não usaria aquela cor, iria achar muito feio, ou talvez nem achasse assim, mas pensaria que estaria chamando muito atenção, iria me preocupar com o que os outros falariam. Mas olhei novamente e pensei... O que é que tem? Está tão bonito, cheio de vida, e na verdade colocarei o que eu quiser...  Querendo, passo azul, amarelo, preto, branco, qualquer cor. Usarei normalmente. Sentirei-me linda... Na verdade não é somente a cor do esmalte, vale para todos os aspectos de vida. Preocupamos demasiado com o que os outros possam pensar de nós.

E pensando assim, fiquei com uma sensação gostosa, de não mais me preocupar com estas coisas. Senti-me  livre, sem peso. Estou feliz comigo mesma.

O maior problema de uma mulher é ser considerada pelas outras uma pessoa ridícula. E aí, muda aqui, conserta ali, procuramos os olhos alheios para nos dizer se estamos bem, como se precisássemos ser aprovadas por alguém e às vezes... Estas pessoas cheias de problemas, e... muitas vezes, até maiores que os nossos. Ao final constatamos que realmente somos mesmo ridículas, com esses pensamentos...

Mas hoje me vejo diferente. Em paz com o que faço e muito confiante. Descobri que sou muito mais eu e gosto de tudo em mim. Se o outro não gostou, paciência. Está no direito de cada um.

Feliz, percebo que é a maturidade, a experiência... Da mulher dos cinqüenta.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dever cumprido.

Conversando com um colega que está para aposentar-se, falou-me que se encontrava feliz de se sentir com sensação do dever cumprido. E lembrando, quantas vezes nos encontrávamos em longas reuniões e concentrações para tratarmos de estratégias e planejamentos de trabalho, quando, na época, ávidos por resoluções, no mais alto calor e força de trabalho, a paixão pelo que fazia e...

Às vezes tínhamos que provar com toda força que podíamos... e até, nadando contra as "marés", contra os preconceitos dos mais experientes, ou daqueles que se encontravam num cargo de nível superior... e nós, com nível superior, mas num cargo de nível médio. Teríamos que ser melhor, ou no mínimo, nos esforçarmos para ser; para fazer valer nossos argumentos, ou para que pelo menos, ouvissem-nos. Muitas vezes, ficávamos somente no esforço e na angústia, algumas vezes conseguíamos os nossos intentos... Mas nunca me abati, sempre confiei. Não estava ali por acaso, e nem porque qualquer um havia me colocado. Sei bem Quem confiou a mim aquela função!...

Eh... É gostoso sentir assim. Feliz, após longos anos de caminhada laboral. Consciência tranqüila de ter feito o que precisava fazer... De ter sido fiel ao trabalho, fiel aos superiores, fiel aos companheiros e aos clientes do serviço público. E hoje, exatamente hoje, dia 31 de janeiro, tenho muitíssimo a comemorar...

Completando 33 anos de serviço prestados à sociedade, bem como, adquirindo o meu precioso tempo de serviço e direito para um merecido descanso; liberando assim lugar para novas forças.

É um filme que passa em minha cabeça. Desde o primeiro dia de trabalho quando jovem de 19 anos, chegando toda tímida e, hoje após trinta e três anos, experiente no que faço e com a Certeza do Dever Cumprido.

Agradeço ao meu Pai e Senhor por isto.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Minha pequena... grande...

Linda, meiga, séria...
Cabelos castanhos... Loiros e, novamente castanhos...
Pequena, frágil, doce, corajosa, grande e forte.
Indefesa, firme, serena e confiante.
Qualidades e contrastes de um ser humano!...
Qualidades de alguém muito especial!...
Especial e presente que Deus me agraciou como filha.
Minha linda pequena... Grande Carla!

Lembranças...

Porque nossa memória guarda umas coisas e outras, não...
Amo escrever, mas percebo que muitas vezes escrevo algo do passado; e fico a pensar: Porque me recordo tanto de coisas que já se passaram, e que hoje já não modifica nada em minha vida!...
O que aprendemos é desprezar o que se passou e ir adiante. Pois não vai interferir nada em nossa vida hoje.
Mas analisando, percebi que a maioria das coisas que ficaram em nossa mente, foi algo que não conseguimos resolver na época, algo que marcou de forma negativa ou positiva, mas o desfecho não foi como deveria ser e nosso subconsciente fica ali esperando para resolvê-lo; É como se ele não houvesse completado o seu trabalho como deveria. E enquanto não colocamos para fora de forma satisfatória, ele não vai esquecer e conseqüentemente, ficamos ali paralisados no tempo. Ás vezes chorando e lamentando, com ranço de mágoa, ressentimentos, o que nos impede de caminhar...
E como resolver isto? Já se passou tanto tempo!... Não tenho como voltar para resolver!...
Mas nossa mente não tem limites de tempo, nem de espaço. Vamos onde quisermos...
Voltemos naquele lugar de nossa memória, detectemos o que nos machuca, perdoemos... Às vezes temos que perdoar a nós mesmos. Na época agimos daquela maneira, porque pensávamos daquela maneira... Pedimos ao Senhor Jesus, para nos ajudar, perdoar e nos dar a cura interior. Se formos sinceros no reconhecimento e no pedir, Ele que é amor e justiça, nos perdoará e nos curará. E aí meu camarada, já era. Podemos continuar daqui prá frente sem o peso do passado. Tudo pode ser diferente a partir de agora.
Podemos até escrever sobre algo do passado; episódios e lembranças que nos fizeram ser o que somos hoje, e que faz parte da nossa vida, sendo demonstrado como experiências vividas... E muitas vezes, lembranças tão boas, que não merecem ser esquecidas. Mas agora com a visão diferente... Não estaremos presos a elas. Seremos livres para o que consideramos conveniente.

O Vaga-lume

Desde criança, acho lindo o vaga-lume;
Um dia, creio que tinha dois para três aninhos,
No colo de minha tia Zezé e meu irmãozinho mais novo, um bebê,
No colo de minha mãe,
Atravessávamos, me recordo, um beco que vinha de uma rua
Passando para a outra, entre elas havia um córrego. Minha avó materna vivia na primeira e a avó paterna na segunda.
Estávamos ali, no escuro, os quatro.
As duas Irmãs (mãe e tia) conversavam e conversavam animadamente, e eu nada entendia...
Mas via ali dezenas, ou centenas, não sei. Talvez milhares de vaga-lumes, esta era a extensão na minha visão infantil;
Eu os confundia com as estrelas... Também, muitos grilos faziam um barulho estridente, “cantarolando” sua musiquinha, em sintonia orquestral.
Não sei por que hoje, escrevo sobre esse acontecimento... Após tantos anos!...
Sei que nunca me saiu aquela cena da memória...
Linda noite!...