Sabe aquela semana, que você tem tanta coisa para resolver e não tem a mínima idéia por onde começar?...
Parece que tudo acontece ao mesmo tempo. Outras situações te pegam de surpresa. Você até sabe que a surpresa é boa, mas não contava com ela (pelo menos neste momento). E aí! Como diz a canção: "E agora José? para onde?..."
Assim ocorreu nestas duas últimas semanas. Um corre, corre.
Preparativos para a filha que se mudaria de cidade. O filho, um rapaz, ficando só (moravam os dois juntos). Aí você chora, porque queria estar um pouco mais com ela. Mas tem que se conter, pois ele lhe "chama" (preciso ensinar-lhe o básico para se viver sozinho, dar uma força), para que eu me sinta segura de que tudo vai se ajeitar. Até que ele se mude também.
A saudade do marido aperta. A do filho adolescente também.
Recorro àquele que tudo pode. Só e somente Ele, para direcionar-me, fortalecer-me e dizer-me, que está tudo bem. Tudo sob controle! Dele; claro! Vou em frente...
E as coisas vão acontecendo... e se resolvendo...
Agradeço Muitíssimo. Termino a semana em paz e nesta certeza.
Estou, deveras, feliz!... muito feliz!
Obrigado Senhor Jesus! Sei que sempre posso contar Contigo.
A VIDA estava NELE e a VIDA era a Luz dos homens; A Luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevalecem contra Ela. João 1,4-5.
sábado, 7 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
Construção
Olhando para uma construção, fico a meditar...
Absorta em meus pensamentos...
Não consigo descrever o que realmente me chama atenção...
Se é exatamente o que ela virá a ser...
Ou de onde ela se iniciou.
Ou as mãos que foram usadas.
O alinho, a sensibilidade...
A força bruta de um ser, muitas vezes
vulnerável às mazelas da sociedade.
E a construção vai sendo erquida,
pedra sobre pedra, tijolo por tijolo...
Vai se transformando e transformando vidas...
até deixar de ser...
Se faz oculta,
tornando oculto quem,
com tanto encanto e zelo a esculpiu...
domingo, 1 de abril de 2012
Coração de mãe
Aqui estou...
Planos e planos feitos para regressar...
Abraçar os amados filhos Lucas e Carla...
Longe fiquei dos meus queridos Carlos e Bruno...
Pois é, assim é a vida de uma mãe.
Tanto amor para dar...
Mas, as oportunidades vão diminuindo para demonstrar,
à medida que os filhos crescem...
Vão alcançando seus objetivos...
Começo a sentir saudades da labuta...
Um indo, o outro voltando da escola...
O choro, a correria dentro de casa,
a alegria; os gritos:
Mãaee! óh a Caarla! o Luucas!... o Bruuno!... respectivamente.
E afoita, sonhando com tempos distantes!
Chegando eles, sonho com tempos passados.
Estou lá, sinto saudades dos daqui...
estou aqui, sinto saudades dos de lá.
Separados por um oceano!...
O coração de uma mãe é mais forte do que os outros.
Com certeza!
Se não fosse, não aguentaria.
Planos e planos feitos para regressar...
Abraçar os amados filhos Lucas e Carla...
Longe fiquei dos meus queridos Carlos e Bruno...
Pois é, assim é a vida de uma mãe.
Tanto amor para dar...
Mas, as oportunidades vão diminuindo para demonstrar,
à medida que os filhos crescem...
Vão alcançando seus objetivos...
Começo a sentir saudades da labuta...
Um indo, o outro voltando da escola...
O choro, a correria dentro de casa,
a alegria; os gritos:
Mãaee! óh a Caarla! o Luucas!... o Bruuno!... respectivamente.
E afoita, sonhando com tempos distantes!
Chegando eles, sonho com tempos passados.
Estou lá, sinto saudades dos daqui...
estou aqui, sinto saudades dos de lá.
Separados por um oceano!...
O coração de uma mãe é mais forte do que os outros.
Com certeza!
Se não fosse, não aguentaria.
sábado, 31 de março de 2012
O meu bairro preferido...
Ao me mudar do interior de Minas Gerais, Virgolândia, para uma cidade de médio porte, Governador Valadares tivemos que, a família, mudar várias vezes, até adquirirmos nossa casa própria.
E aí "passeamos" pelos bairros da cidade.
Mas teve um, que foi bom demais...
Marcou. Ficou sendo o meu bairro.
Apesar de ser muito simples, pouca infraestrutura.
Na época não tinha calçamento; muito morro, casas pequenas, construções humildes.
Hoje mudou muito, tem ótimas construções, calçamento e tudo mais...
Por lá permanecemos um longo tempo, pois foi onde a família adquiriu a casa própria.
Ao chegar, encontramos pessoas receptivas, amáveis e amigos bacanas. Pessoas como aquelas que havia deixado em minha terra natal. Com mente inteligente, coração puro. Tinham alegria de viver. Eram brincalhões, espontâneos... Juventude forte e feliz! Vizinhos amigos...
A roda de violão; as serenatas nas madrugadas... O bate papo na manicure; a troca de olhares com o respectivo pretendente...
O cumprimento repetitivo ao sair de casa. Parecia a minha cidadezinha do interior...
O gosto pela música... Tentávamos interpretar o sentimento do poeta/cantor em suas composições musicais. Éramos meios intelectuais (rsrs).
E assim sentia-me no meu lugar... Amei morar ali.
A Rua da Várzea (minha rua) de chão batido... Alguns moradores varriam suas portas e aguavam... Ficava aquele cheirinho gostoso... De limpeza, de chão molhado.
A criançada brincava nas ruas.
Um amigo de porte "forte", o Fera (apelido), de mais ou menos, vinte anos de idade, juntava-se às crianças e descia o morro no carrinho de rolimã. Intrigava e irava-se o vizinho e a gente ria...
Esse mesmo amigo carregava o time do bairro em sua Kombi; não me lembro bem o nome do time, mas creio que se chamava Santa Cruz. Fazia voltas mirabolantes com o carro e a gente gritava muito, era uma só algazarra.
Minha irmã Helena e eu acompanhávamos sempre o time. Meu irmão, o Cláudio, fazia parte do elenco. Era bom de bola.
Enquanto nas rádios locais, noticiavam acontecimentos policiais ocorridos na cidade (década 80/90). E muitos desses ocorriam em nosso bairro.
A gente não via nada; não preocupávamos com essas coisas. Não chegavam a nós. Só tínhamos tempo para viver, tempo para os amigos e os afazeres do dia a dia.
O que incomodava, às vezes, era ouvir pessoas não moradoras falando "mal" do nosso bairro... Dizendo que ele era violento.
Mas a gente não queria sair de lá. Amigos encontravam-se todos os dias. A amizade era verdadeira...
Final de semana!... Não tinha outro lugar para ir...
Íamos encontrar os amigos em outras ruas, no próprio bairro...
Bairro Altinópolis, o meu bairro preferido!
Sempre quando visito amigos e familiares naquele lugar, sinto aquela sensação gostosa. Levando meus pensamentos ao tempo em que lá vivi.
E aí "passeamos" pelos bairros da cidade.
Marcou. Ficou sendo o meu bairro.
Apesar de ser muito simples, pouca infraestrutura.
Na época não tinha calçamento; muito morro, casas pequenas, construções humildes.
Hoje mudou muito, tem ótimas construções, calçamento e tudo mais...
Por lá permanecemos um longo tempo, pois foi onde a família adquiriu a casa própria.
Ao chegar, encontramos pessoas receptivas, amáveis e amigos bacanas. Pessoas como aquelas que havia deixado em minha terra natal. Com mente inteligente, coração puro. Tinham alegria de viver. Eram brincalhões, espontâneos... Juventude forte e feliz! Vizinhos amigos...
A roda de violão; as serenatas nas madrugadas... O bate papo na manicure; a troca de olhares com o respectivo pretendente...
O cumprimento repetitivo ao sair de casa. Parecia a minha cidadezinha do interior...
O gosto pela música... Tentávamos interpretar o sentimento do poeta/cantor em suas composições musicais. Éramos meios intelectuais (rsrs).
E assim sentia-me no meu lugar... Amei morar ali.
A Rua da Várzea (minha rua) de chão batido... Alguns moradores varriam suas portas e aguavam... Ficava aquele cheirinho gostoso... De limpeza, de chão molhado.
A criançada brincava nas ruas.
Um amigo de porte "forte", o Fera (apelido), de mais ou menos, vinte anos de idade, juntava-se às crianças e descia o morro no carrinho de rolimã. Intrigava e irava-se o vizinho e a gente ria...
Esse mesmo amigo carregava o time do bairro em sua Kombi; não me lembro bem o nome do time, mas creio que se chamava Santa Cruz. Fazia voltas mirabolantes com o carro e a gente gritava muito, era uma só algazarra.
Minha irmã Helena e eu acompanhávamos sempre o time. Meu irmão, o Cláudio, fazia parte do elenco. Era bom de bola.
Enquanto nas rádios locais, noticiavam acontecimentos policiais ocorridos na cidade (década 80/90). E muitos desses ocorriam em nosso bairro.
A gente não via nada; não preocupávamos com essas coisas. Não chegavam a nós. Só tínhamos tempo para viver, tempo para os amigos e os afazeres do dia a dia.
O que incomodava, às vezes, era ouvir pessoas não moradoras falando "mal" do nosso bairro... Dizendo que ele era violento.
Mas a gente não queria sair de lá. Amigos encontravam-se todos os dias. A amizade era verdadeira...
Final de semana!... Não tinha outro lugar para ir...
Íamos encontrar os amigos em outras ruas, no próprio bairro...
Bairro Altinópolis, o meu bairro preferido!
Sempre quando visito amigos e familiares naquele lugar, sinto aquela sensação gostosa. Levando meus pensamentos ao tempo em que lá vivi.
domingo, 11 de março de 2012
Acontecimento Extraordinário
Em 2008, mudamos para uma cidade da Flórida, Orlando, nos Estados Unidos.
Minha filha reiniciou seus estudos. No primeiro momento fomos informados que ela não teria direito ao transporte público escolar, por nossa residência estar "perto" da escola, (menos de uma milha de distância, não teria direito ao transporte público. Uma milha é mais de um quilômetro...
E nós, novos residentes, não havíamos adquirido ainda, o nosso veículo próprio. Morávamos a mais ou menos um quilômetro e meio da escola.
Minha filha precisava caminhar mais de uma hora, sob o sol de Orlando, e ela estava com dezesseis anos.
Quem conhece Orlando sabe que é insuportável o calor. É muito quente. No dia seguinte, no horário dela sair da escola, mais precisamente às 15 horas, vi que o sol estava de machucar. Fiquei muito aflita e angustiada, preocupei-me muito com ela. E naquela angústia, lembrei-me de uma passagem Bíblica que diz que Deus cuidava do povo de Israel quando do êxodo do Egito.
De dia Ele os cobria com uma nuvem, indicando-lhes o caminho, que também, os protegia do sol, pois caminhavam no deserto. E a noite Ele os iluminava com uma coluna de fogo... Pedi a Deus para que fizesse o mesmo com minha filha. Esqueci-me do pedido.
A angústia e aflição dissiparam...
Quando minha filha retornou, dirigi-me ao seu encontro perguntei se foi tudo bem e como estava o sol... Ela me respondeu que foi tudo bem, durante toda a caminhada, havia uma nuvem que encobria o sol, e ela sentia uma brisa fresquinha e deliciosa, que passou a observar o oscilar da folhagem no caminho, completando que pensou que a nuvem a estava acompanhado e que não se cansou nem um pouquinho...
Uaw!!!! Que lindo!
Com os olhos cheios de lágrimas, lembrei-me do meu pedido. Chorei de alegria e agradeci ao meu Senhor e Pai maravilhoso, pelo cuidado com os nossos e seus filhos...
No outro dia fui com ela na escola, conversamos com o responsável e ela conseguiu também o direito ao transporte escolar...
Obrigado Jesus!
Minha filha reiniciou seus estudos. No primeiro momento fomos informados que ela não teria direito ao transporte público escolar, por nossa residência estar "perto" da escola, (menos de uma milha de distância, não teria direito ao transporte público. Uma milha é mais de um quilômetro...
E nós, novos residentes, não havíamos adquirido ainda, o nosso veículo próprio. Morávamos a mais ou menos um quilômetro e meio da escola.
Minha filha precisava caminhar mais de uma hora, sob o sol de Orlando, e ela estava com dezesseis anos.
Quem conhece Orlando sabe que é insuportável o calor. É muito quente. No dia seguinte, no horário dela sair da escola, mais precisamente às 15 horas, vi que o sol estava de machucar. Fiquei muito aflita e angustiada, preocupei-me muito com ela. E naquela angústia, lembrei-me de uma passagem Bíblica que diz que Deus cuidava do povo de Israel quando do êxodo do Egito.
De dia Ele os cobria com uma nuvem, indicando-lhes o caminho, que também, os protegia do sol, pois caminhavam no deserto. E a noite Ele os iluminava com uma coluna de fogo... Pedi a Deus para que fizesse o mesmo com minha filha. Esqueci-me do pedido.
A angústia e aflição dissiparam...
Quando minha filha retornou, dirigi-me ao seu encontro perguntei se foi tudo bem e como estava o sol... Ela me respondeu que foi tudo bem, durante toda a caminhada, havia uma nuvem que encobria o sol, e ela sentia uma brisa fresquinha e deliciosa, que passou a observar o oscilar da folhagem no caminho, completando que pensou que a nuvem a estava acompanhado e que não se cansou nem um pouquinho...
Uaw!!!! Que lindo!
Com os olhos cheios de lágrimas, lembrei-me do meu pedido. Chorei de alegria e agradeci ao meu Senhor e Pai maravilhoso, pelo cuidado com os nossos e seus filhos...
No outro dia fui com ela na escola, conversamos com o responsável e ela conseguiu também o direito ao transporte escolar...
Obrigado Jesus!
Mulher
Mulher!
Não importa a cor, a raça, status social...
Mulher é mulher!
Esse ser misterioso...
Inconstante,
Linda, carinhosa,
Emoções à flor da pele...
Cheirosa,
Centrada, amorosa...
Sensível à dor alheia...
Amiga, bondosa... Respeitada.
O dom maternal... É só dela.
Quando usa a inteligência,
A fé, a humildade e o amor, a força redobra.
Torna-se capaz de mudar o mundo!
Pois Deus, o criador, a ela honrou conferindo
O direito e o dever de gerir seu lar,
Na construção da base de tudo, a família...
Mulher, este ser inigualável!...
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Aos 50 anos...
Saí da manicure e, andando em uma praça, olhei para minhas mãos, me assustei com a cor do esmalte que havia usado. Um tom rosa forte, aquele tipo CHEGUEI!...
Em outra época não usaria aquela cor, iria achar muito feio, ou talvez nem achasse assim, mas pensaria que estaria chamando muito atenção, iria me preocupar com o que os outros falariam. Mas olhei novamente e pensei... O que é que tem? Está tão bonito, cheio de vida, e na verdade colocarei o que eu quiser... Querendo, passo azul, amarelo, preto, branco, qualquer cor. Usarei normalmente. Sentirei-me linda... Na verdade não é somente a cor do esmalte, vale para todos os aspectos de vida. Preocupamos demasiado com o que os outros possam pensar de nós.
E pensando assim, fiquei com uma sensação gostosa, de não mais me preocupar com estas coisas. Senti-me livre, sem peso. Estou feliz comigo mesma.
O maior problema de uma mulher é ser considerada pelas outras uma pessoa ridícula. E aí, muda aqui, conserta ali, procuramos os olhos alheios para nos dizer se estamos bem, como se precisássemos ser aprovadas por alguém e às vezes... Estas pessoas cheias de problemas, e... muitas vezes, até maiores que os nossos. Ao final constatamos que realmente somos mesmo ridículas, com esses pensamentos...
Mas hoje me vejo diferente. Em paz com o que faço e muito confiante. Descobri que sou muito mais eu e gosto de tudo em mim. Se o outro não gostou, paciência. Está no direito de cada um.
Feliz, percebo que é a maturidade, a experiência... Da mulher dos cinqüenta.
Em outra época não usaria aquela cor, iria achar muito feio, ou talvez nem achasse assim, mas pensaria que estaria chamando muito atenção, iria me preocupar com o que os outros falariam. Mas olhei novamente e pensei... O que é que tem? Está tão bonito, cheio de vida, e na verdade colocarei o que eu quiser... Querendo, passo azul, amarelo, preto, branco, qualquer cor. Usarei normalmente. Sentirei-me linda... Na verdade não é somente a cor do esmalte, vale para todos os aspectos de vida. Preocupamos demasiado com o que os outros possam pensar de nós.
E pensando assim, fiquei com uma sensação gostosa, de não mais me preocupar com estas coisas. Senti-me livre, sem peso. Estou feliz comigo mesma.
O maior problema de uma mulher é ser considerada pelas outras uma pessoa ridícula. E aí, muda aqui, conserta ali, procuramos os olhos alheios para nos dizer se estamos bem, como se precisássemos ser aprovadas por alguém e às vezes... Estas pessoas cheias de problemas, e... muitas vezes, até maiores que os nossos. Ao final constatamos que realmente somos mesmo ridículas, com esses pensamentos...
Mas hoje me vejo diferente. Em paz com o que faço e muito confiante. Descobri que sou muito mais eu e gosto de tudo em mim. Se o outro não gostou, paciência. Está no direito de cada um.
Feliz, percebo que é a maturidade, a experiência... Da mulher dos cinqüenta.
Assinar:
Postagens (Atom)
