domingo, 6 de maio de 2012

Chegando em Orlando!

Após chegar em Orlando, linda cidade da Flórida, com toda a família, sem conhecer nada e ninguém, somente pessoas que Deus colocou em nosso caminho. Preparávamos para alugar nosso primeiro apartamento. Morar com os outros só mesmo para iniciar...

Conseguimos trabalho, meu marido e eu. Os filhos ainda dependiam de nós.
Meus dois filhos mais novos já estavam estudando.

As pessoas que acabáramos de conhecer, eram ocupadíssimas, não tinham tempo para nos ajudar a procurar o apartamento. Não falávamos o idioma, a comunicação era em inglês ou espanhol. Estava ficando muito complicado para nós. Saía e voltava do mesmo jeito, a gente não conseguia nem ver o apartamento...

Já estava ficando em desespero, pois nesse momento a família já se encontrava separada. Meu marido e os dois filhos, estavam vivendo em um local. Minha filha e eu em outro. Precisávamos com urgência nos unir novamente, para nos sentirmos fortalecidos. Estávamos longe de tudo e de todos os conhecidos!...

Naquele momento de angústia clamei a Deus.
 Minha filha chegou da escola, reuni forças e coragem.  A chamei para procurar o apartamento.  Como disse não falávamos o Inglês, nem o espanhol, mas disse para mim mesma: Assim como Deus falou a Moisés, quando Moisés se sentia inseguro,  para falar com Faraó, (ele dizia que era pesado de boca e pesado de língua) que Ele - Deus seria com ele - Moisés, e o ensinaria a falar, Ele iria colocar as palavras em sua boca... (Êxodo 4, 10-16).

Assim também se daria comigo. Eu iria naquela fé e  aconteceria um milagre. Na verdade sempre que me encontro sem saída em alguma situação, recorro à Palavra de Deus - a Bíblia, e ali encontro o que preciso...
 Ok! Fomos em dois condomínios, conseguimos nos comunicar. Olhamos os respectivos apartamentos. E resolvemos procurar mais...

Agradamos muito de um condomínio. Ao encaminhar para o escritório, comentamos, minha filha e eu, que gostaríamos muito que fosse aquele.
Era um condomínio simples para os padrões de Orlando, mas muito lindinho, espaçoso, todo gramado, muito verde, tinha uns quatro lagos com fonte, patinhos, esquilinhos nas árvores, como nos filmes. Em fim, era muito aconchegante. Amei!...

Chegamos naquela expectativa. Perguntei para a atendente: Speak spanish? Na verdade nem espanhol a gente sabia. Mas a moça olhou para nós e disse: - Sim, falo português também. E com um sorriso sincero, educadamente continuou: -Em que posso ajudar vocês? E aí tudo se ajeitou, nos sentimos em nosso lugar... ela nos orientou com tremenda boa vontade, o que precisávamos fazer...

Any, foi mais uma  pessoa  usada por Deus, para nos ajudar. Ele a colocou em nosso caminho, para que pudéssemos iniciar nossa caminhada naquele lugar, com dignidade.
Alugamos o apartamento, reunimos novamente a família. Felizes, lutando e vencendo todas as batalhas, permanecemos por lá aproximadamente quatro anos.









Um condomínio simples, aconchegante e muito gostoso para se viver... Lagos, patinhos, esquilinhos...
Quadra de tênis, Academia, Uma piscina, jacuzi e local para fazer um churrasquinho com a família para descontrair... Tudo que sonhei.


domingo, 29 de abril de 2012

Um grande amigo

Cantarolando uma musiquinha lá dos anos 80, lembrei-me de alguém. Um grande amigo. Aquele tipo, faz qualquer coisa pelo outro, aquele que colocava o coração no que fazia. Aprendi a cantar esta música com ele... "Eu tenho um espelho cristalino"... Música de Zé Ramalho. Ele dizia: -"não cidinha, não é assim, espera um pouquinho" (quando eu não esperava a mudança das notas musicais).
Começava de novo, com paciência, até que aprendia e o acompanhava direitinho...
Senti saudades dele...

 Era alegre,  tinha muitos companheiros, mas para amizade era muitíssimo seletivo.
 Eu fazia parte do seu seleto grupo. Me sentia feliz por isso... Persuasivo, intelectual, inteligentérrimo. Passou em um concurso na época de difícil acesso. Somente os melhores mesmo é que passavam. Nós os amigos sentimos orgulhosos de ter um amigo no alto cargo da polícia militar.
Eu gostava muito dele!...
Não me sentia nem um pouquinho constrangida de ir em sua casa acordá-lo de manhãzinha, para me levar ao trabalho, quando eu estava atrasada. Afinal, amigo é prá essas coisas... também.
 Ele levantava, rápido ia até a mercearia da esquina pedia a moto emprestada e rapidinho eu estava no meu serviço. Era tudo tão normal e expontâneo!... Nunca mais tive um amigo assim. Eu tinha total liberdade com ele. Para falar, para ouvir, para brincar, em fim não tínhamos problemas de ser sinceros um com o outro.
A gente tinha uma sintonia, para cantar... ele tocava divinamente  o violão, e eu o acompanhava. As músicas que ele gostava, eram as minhas preferidas.
... "Longe de casa, há mais de uma semana. Milhas e milhas distantes, do meu amor"...( música constante em nosso repertório). Cantávamos Zé Ramalho, Fagner, Gonzaguinha...
Ele cantava "Imagine" de John Lennon. Esta era o top.
Aprendi com ele a entender e a compreender as canções. A gente não cantava por cantar. Apreciávamos o que fazíamos.

Seguimos por caminhos diferentes...

Viveu com  intensidade,
Intensamente amou.  Colocou toda sua força, toda a sua energia  em tudo que fez e gostava do que fazia...  Viveu!

Se foi!
Sua passagem aqui foi breve.
Sua personalidade foi marcante.
Deixou,
Saudade!... e,
Linda lembrança de uma grande amizade e de dias felizes vivido ao seu lado...
na mente de todos que o conheceram mais profundamente... Um grande amigo, o Rawson!...

sábado, 28 de abril de 2012

Fim de Semana

Mais uma sexta- feira a tarde,
Ma-ra-vi-lha!...

Sábado de manhã, acordo com suave sensação de bem estar!
Agradeço a Deus por este dia...
Tomo o meu café, pãozinho francês com um delicioso requeijão cremoso.
Converso assuntos corriqueiros com o meu amado...

Começo a cuidar da minha casa... cheirinho agradável de produto de limpeza...
Limpo cada cantinho, com prazer grandioso...
Ajeito os móveis, vejo que ficou melhor.

Separo com jeitinho as roupas  para lavar... branco com branco, Jeans...
Metodicamente coloco na máquina.
Que gostoso o cheirinho do sabão, do amaciante!

Tudo em minha volta está tranquilo.

Penso nos meus filhos que estão longe, muito longe. Fico feliz.
Sei que eles estão bem.

Os afazeres continuam... Coisas simples,
Inexplicavelmente, grandiosas para mim,
vou construindo o meu dia, com amor em cada detalhe.
Sei que um dia lá na frente, lembrarei com saudade destes...

Paro.
Preparo para o meu domingo.
Encontrar com o meu Senhor.
Dizer a Ele que sou feliz com tudo que Ele me deu...

E recomeçar mais uma nova semana...


sábado, 7 de abril de 2012

Em paz, apesar das surpresas...

Sabe aquela semana, que você tem tanta coisa para resolver e não tem a mínima idéia por onde começar?...
Parece que tudo acontece ao mesmo tempo. Outras situações  te pegam de surpresa. Você até sabe que a surpresa é boa, mas não contava com ela (pelo menos neste momento). E aí! Como diz a canção: "E agora José? para onde?..."

Assim ocorreu nestas duas últimas semanas. Um corre, corre.
Preparativos para a filha que se mudaria de cidade. O filho, um rapaz,    ficando só (moravam os dois juntos). Aí você chora, porque queria estar um pouco mais com ela. Mas tem que se conter, pois  ele lhe "chama"  (preciso  ensinar-lhe o básico para se viver sozinho, dar uma força), para que eu me sinta segura de que tudo vai se ajeitar. Até que ele se mude também.

A saudade do marido  aperta. A do filho adolescente também.
Recorro àquele que tudo pode. Só e somente Ele, para  direcionar-me, fortalecer-me e dizer-me, que está tudo bem.  Tudo sob controle!  Dele; claro! Vou em frente...

E as coisas vão acontecendo... e se resolvendo...
Agradeço Muitíssimo. Termino a semana em paz e nesta certeza.
Estou, deveras, feliz!... muito feliz!
Obrigado Senhor Jesus!  Sei que sempre posso contar  Contigo.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Construção



Olhando para uma construção, fico a meditar...
Absorta em meus pensamentos...
Não consigo descrever o que realmente me chama atenção...
Se é exatamente o que ela virá a ser...
Ou de onde ela se iniciou.
Ou as mãos que foram usadas. 
O alinho, a sensibilidade... 
A força bruta de um ser, muitas vezes
vulnerável às mazelas da sociedade.

E a construção vai sendo erquida,
pedra sobre pedra, tijolo por tijolo...
Vai se transformando e transformando vidas...
até deixar de ser... 
Se faz oculta, 
tornando oculto quem,
com tanto encanto e zelo a esculpiu...


domingo, 1 de abril de 2012

Coração de mãe

Aqui estou...
Planos e planos feitos para regressar...
Abraçar os amados filhos Lucas e Carla...
Longe fiquei dos meus queridos Carlos e Bruno...
Pois é, assim é a vida de uma mãe.
Tanto amor para dar...
Mas, as oportunidades vão diminuindo para demonstrar,
à medida que os filhos crescem...
Vão alcançando seus objetivos...

Começo a sentir saudades da labuta...
Um indo, o outro  voltando  da escola...
O choro, a correria dentro de casa,
a alegria; os gritos:
Mãaee! óh a Caarla! o Luucas!... o Bruuno!... respectivamente.
E afoita, sonhando com tempos distantes!
Chegando eles, sonho com tempos passados.

Estou lá, sinto saudades dos daqui...
estou aqui, sinto saudades dos de lá.

Separados por um oceano!...

O coração de uma mãe é mais forte do que os outros.
Com certeza!
Se não fosse, não aguentaria.

sábado, 31 de março de 2012

O meu bairro preferido...

Ao me mudar do interior de Minas Gerais,  Virgolândia, para uma cidade de médio porte, Governador Valadares tivemos que, a família, mudar várias vezes, até adquirirmos nossa casa própria.

E aí "passeamos" pelos bairros da cidade.

Mas teve um, que foi bom demais...
Marcou. Ficou sendo o meu bairro.

Apesar de ser muito simples, pouca infraestrutura.
Na época não tinha calçamento; muito morro, casas pequenas, construções humildes.
Hoje mudou muito, tem ótimas construções, calçamento e tudo mais...

Por lá permanecemos um longo tempo, pois foi onde a família adquiriu a casa própria.

Ao chegar, encontramos pessoas receptivas, amáveis e amigos bacanas. Pessoas como aquelas que havia deixado em minha terra natal. Com mente inteligente, coração puro. Tinham alegria de viver. Eram brincalhões, espontâneos... Juventude forte e feliz! Vizinhos amigos...

A roda de violão; as serenatas nas madrugadas... O bate papo na manicure; a troca de olhares com o respectivo pretendente...
O cumprimento repetitivo ao sair de casa. Parecia a minha cidadezinha do interior...
O gosto pela música... Tentávamos interpretar o sentimento do poeta/cantor em suas composições musicais. Éramos meios intelectuais (rsrs).

E assim sentia-me no meu lugar... Amei morar ali.
A Rua da Várzea (minha rua) de chão batido... Alguns moradores varriam suas portas e aguavam... Ficava aquele cheirinho gostoso... De limpeza, de chão molhado.

A criançada brincava nas ruas.
Um amigo de porte "forte", o Fera (apelido), de  mais ou menos, vinte anos de idade, juntava-se às crianças e descia o morro no carrinho de rolimã. Intrigava e irava-se o vizinho e a gente ria...

Esse mesmo amigo carregava o time do bairro em sua Kombi; não me lembro bem o nome do time, mas creio que se chamava Santa Cruz. Fazia voltas mirabolantes com o carro e a gente gritava muito, era uma só algazarra.

Minha irmã Helena e eu acompanhávamos sempre o time. Meu irmão, o Cláudio, fazia parte do elenco. Era bom de bola.

Enquanto nas rádios locais, noticiavam acontecimentos policiais ocorridos na cidade (década 80/90). E muitos desses ocorriam em nosso bairro.
A gente não via nada; não preocupávamos com essas coisas. Não chegavam a nós. Só tínhamos tempo para viver, tempo para os amigos e os afazeres do dia a dia.

O que incomodava, às vezes, era ouvir pessoas não moradoras falando "mal" do nosso bairro... Dizendo que ele era violento.

Mas a gente não queria sair de lá. Amigos encontravam-se todos os dias. A amizade era verdadeira...
Final de semana!... Não tinha outro lugar para ir...
Íamos encontrar os amigos em outras ruas, no próprio bairro...

Bairro Altinópolis, o meu bairro preferido!

Sempre quando visito amigos e familiares naquele lugar, sinto aquela sensação gostosa. Levando meus pensamentos ao tempo em que lá vivi.